Viagem Família______________________________________

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domingo, 27 de julho de 2014

Praia Grande - SC a Cambará do Sul - RS

25 de julho de 2014
Praça central de Praia Grande, em frente à igreja matriz
O dia amanheceu lindo, com sol e céu azul e um friozinho gostoso. Dessa forma, após um saboroso café da manhã preparado com carinho pela nossa amiga d. Alba e um belo bate papo, seguimos para Aparados da Serra, onde fica o Cânion do Itaimbezinho. Antes, porém, demos um "giro" pela cidade e reencontramos o Edimiter em sua agência de turismo desta vez de dia. O Edimiter é realmente polivalente! Dono de restaurante, fazedor de cerveja artesanal, guia de turismo...
Despedindo-nos de d. Alba
A estrada da subida da serra tem pequenos trechos iniciais parcialmente asfaltados, mas o resto dela continua sendo de muita pedra e buracos nas suas curvas fechadas e íngremes. No entanto, quando se chega à divisa com o Rio Grande do Sul, a rodovia passa a ser toda de chão, em condições razoáveis! Chegamos na entrada do Parque Nacional Aparados da Serra aí pelas 10h45min e após pagarmos o ingresso, R$ 6,50 para brasileiros (R$ 13,00 para estrangeiros) e mais R$ 5,00 pelo estacionamento, fomos direto ao Centro de Recepção do Parque, onde pegamos algumas informações suplementares, seguindo pela trilha do Cotovelo até o ponto extremo do Cânion, distante 3000m. Atualmente pode-se fazer as trilhas sem o acompanhamento de guias com tranquilidade, pois elas são bem demarcadas e seguras.
"Segurando" uma gralha azul
Trilha do Cotovelo

Cânion do Itaimbezinho



O visual estava lindo, com aberturas de sol e um pouco de vento. Havia muitos visitantes e o caminho é auto guiado. Sendo assim, fizemos essa etapa do passeio em pouco menos de 2 horas voltando ao Centro de Informações, onde tomamos água e seguimos a outra trilha, da Andorinha, mais 1800m, aproximadamente. De lá avistam-se duas cachoeiras: Andorinha e Véu da Noiva. A vista panorâmica do cânion estava muito linda e relembramos a nossa visita anterior, feita em 2002, com nossos filhos, naquela época com 6 e 3 anos!!! De qualquer forma a vista do Itaimbezinho é muito linda e marcante deixando o visitante sempre deslumbrado.
Cachoeira do Véu da Noiva


Cachoeira das Andorinhas
Após a caminhada, lanchamos no carro nossos sanduíches preparados pela manhã no hotel e seguimos até a cidade de Cambará do Sul, onde passeamos e procuramos pouso. O frio, às 15h30min, já estava intenso e a temperatura não estava superior a 8°C. Após algumas tentativas frustradas, pois os preços estavam bastante caros (em média, R$ 150,00 para o casal) encontramos uma cabana na Pousada Bela Cambará, de d. Ieda, por R$ 120,00 o casal, com lareira (lenha inclusa) e lençóis elétricos. Ela nos recebeu alegremente e nos deu a chave, de modo que pudéssemos passear antes do pôr-do-sol. Aproveitamos para ir ao supermercado, Centro Cultural e Biblioteca, lojas de lembrancinhas,... até a Câmara de Vereadores nós visitamos! Nessa altura, a temperatura já havia caído e girava em torno de 3°C!

Temperatura às 17h
Nosso lar/chalé

Centro Cultural da cidade de Cambará


Pôr do sol em Cambará do Sul

Quando saímos aí pelas 19h para jantar, quase congelamos: estava um pouco mais de 2°C... chegamos ao Galeteria O Casarão, do casal amigo de visitas anteriores, Elaine e Ademir, e jantamos deliciosamente o rodízio de galeto, incluindo polenta e queijo coalho na chapa, bem como buffet de saladas orgânicas produzidas ali mesmo e buffet de sopas e massas caseiras. Tudo uma delícia, a R$ 45,00 por pessoa. No local também há a opção de comer o rodízio incluindo trutas, nesse caso, o preço é de R$ 65,00 por pessoa. Tomamos um vinho gostoso merlot da casa e fizemos amizade com o casal  Eliete e Emerson, de Porto Alegre. Muito bate papo e muitas risadas acompanhadas da deliciosa comida, nos despedimos, parecendo que já nos conhecíamos há anos e ao sairmos do restaurante a temperatura externa estava em -2°C... Não eram 22h ainda!!!

Com os novos amigos gaúchos, Eliete e Emerson
O carro já estava coberto com camada fina de gelo e ao chegarmos em nosso pouso o frio estava ainda mais intenso e a geada já recobria o chão. Enquanto o Marcos fazia fogo na lareira eu já ligava os lençóis elétricos! Ficamos organizando a postagem do blog e um pouco mais tarde nos encorajamos a tomar banho, pois o quarto estava razoavelmente aquecido! Para nossa surpresa, não saiu água do chuveiro e nem na torneira!!!
De duas uma: ou a água havia congelado nos canos ou o registro estava fechado! Marcos teve de sair novamente da cabana e encontrando o Amauri (filho de d. Ieda), descobriram que era o registro que estava fechado. Ufa! Menos mal! Agora era só tomar um banho quentinho e ir pra cama, já aquecida!
A temperatura externa girava em torno de - 3,8°C! Boa noite!!! Brrrrrrrrr...

Acendendo a indispensável lareira

Floripa a Praia Grande - SC

24 de julho de 2014
Nós com o Luis, nosso anfitrião portenho
Após uma ótima noite de sono, durante a qual fomos acordados pelo vento forte e chuva batendo na janela do nosso chalé, em Sambaqui, no noroeste da Ilha de Florianópolis, perto das 8h da manhã decidimos sair debaixo das cobertas e olhar para fora. Havia parado de chover no momento, então decidimos nos despedir do Luis, nosso simpático anfitrião argentino e seguir rumo ao norte, mais especificamente para Canasvieiras de onde sairia o nosso passeio de escuna rumo a Ilha do Anhatomirim para visitar a fortaleza de Santa Cruz que lá está localizada.
Praia de Canasvieiras - ao fundo, trapiche de onde saem os passeios de escuna
Conforme já havíamos imaginado, acabamos comprovando no local que os passeios de escuna estavam cancelados e transferidos para o dia seguinte. Dessa forma, com tempo de folga, resolvemos fazer a volta completa na Ilha, que já não a visitávamos há quase 8 anos, passeando por Canasvieiras, Ingleses e dali, pela SC 406, sentido sul,  rumo a Lagoa da Conceição. Acabamos vendo os cartazes sobre o Projeto Tamar, localizado próximo da Barra da Lagoa e decidimos ir visitar este interessante projeto de apoio a biodiversidade, mais especificamente na recuperação e estudo das tartarugas nas suas diversas espécies.

O Museu Aberto da Tartaruga Marinha conta com uma infra estrutura de 5 tanques onde estão diversos espécimes de tartarugas existentes na costa brasileira, além de sala de vídeo onde se pode assistir vídeo educativo de 15 min com explicações gerais sobre a desova, os cuidados com as tartarugas, os diversos tipos encontrados nas nossas praias. Além disso, há museu com esqueletos e cascos de tartaruga e a presença de monitores muito atenciosos que estão à disposição para tirar as dúvidas dos visitantes.




Existem, no Brasil, 5 espécies de tartarugas: a verde, também chamada de aruanã, frequentemente encontrada nas águas da ilha de Florianópolis; a cabeçuda, cuja cabeça é proporcionalmente maior que das outras e muito encontrada nas praias de Barra Velha, por exemplo; de couro, também conhecida como gigante; de pente, uma das mais ameaçadas de extinção e a oliva, menos frequente em nossas águas.
O ingresso é de R$ 10,00 para adultos e meia entrada para estudantes/professores. Para ajudar na manutenção e sustento do Projeto, existe uma loja com souvenirs e diversos produtos à venda, com a marca do Tamar.
Barra da Lagoa debaixo de muita chuva

Quando saímos do Museu já era quase hora do almoço e caía uma chuva fina. Fomos até a boca da Barra onde há uma ponte de ferro para tirar umas fotos, debaixo do guarda-chuva, e lá lanchamos nossas empanadas acompanhadas de suco de laranja, dentro do Garça, já que a chuva havia engrossado.  Como a chuva não dava trégua e havíamos pesquisado na internet que o tempo ficaria ruim no litoral pelos próximos 2 dias, decidimos seguir mais ao Sul, especificamente no Rio Grande do Sul, na região dos Cânions, pois pela meteorologia a região serrana teria tempo bom e sol, apesar de alerta de frio intenso!
Dessa forma, retornamos a BR 101, indo até São João do Sul, ainda em Santa Catarina, pegando à direita pela SC 450 até a cidade de Praia Grande, onde chegamos ao entardecer, visto que pegamos um grande congestionamento na altura de Laguna em função das obras na ponte que cruza sobre a Lagoa do Imaruí.
Paramos no Centro de Informação ao Turista e fomos prontamente atendidos pela atenciosa Assucena que nos indicou hotéis, pousadas e restaurantes, além de passeios possíveis saindo dali.
Ao dobramos a esquina, vimos uma placa indicando o Praia Grande Hotel e para lá seguimos, sendo recebidos pela d. Alba, uma simpática senhora falante e muito receptiva, que já nos mostrou um quarto e, após rápida negociação, nos instalamos a R$ 100,00 o pernoite com café da manhã.
Restaurante A Casa do Sabor
Colocando o adesivo "Viagem Família"
Quanto ao jantar, não há muitas opções na cidade, dessa forma d. Alba ligou para A Casa do Sabor, do Paulão e reservou mais dois lugares para às 20h30min. Com tempo de sobra, iniciamos nossas postagens e esperamos "dar o tempo" para sairmos. Fomos surpreendidos por chuva fina e noite fria, mas seguimos a pé até o restaurante que fica a pouco mais de quatro quadras do hotel e está localizado num porão de uma casa. O local é charmosíssimo e a comida é caseira, mas esplêndida! Fomos recepcionados pelo Edimiter e acabamos provando a cerveja artesanal produzida por eles... a Grota Bier é muito saborosa e encorpada, portanto, combinação perfeita para a noite! O jantar foi servido pontualmente e a conversa se estendeu por mais de hora, havendo troca de cartões e ideias.
Com o amigo Edimiter e as suas saborosas cervejas artesanais

Fomos pra casa alegres e satisfeitos por mais um dia onde tivemos a oportunidade de conhecer pessoas bacanas e lugares interessantes!
Amanhã tem mais!!!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Férias de inverno 2014 - Floripa

23 de julho de 2014
Praia do Antenor
Para aproveitar os poucos dias de recesso escolar em julho, resolvemos seguir ao sul do estado, fazendo nossa primeira parada na região de Gov. Celso Ramos (km 183, acesso para Palmas do Arvoredo, Caieiras - SC410), mais especificamente buscando a praia do Antenor de modo a fazer a travessia de barco até a Ilha do Anhatomirim, onde está localizado o Forte de mesmo nome.
Na praia, encontramos um pescador, de nome Pedro, que chegou a se oferecer para fazer a travessia de graça, mas como seu barco estava preparado para pescar, com as redes nele, ele sugeriu que fôssemos adiante, até a próxima vila, onde encontraríamos mais opções de embarcações adequadas. Infelizmente, não é temporada de turismo e os pescadores estão envolvidos com a pesca e as escunas que fazem regularmente as travessias estão em manutenção. Desta forma, após conversas infrutíferas, demos meia-volta, antes pegando diversas informações e cartões com telefones, para uma próxima vez.

Voltando para a BR101, seguimos até a fantástica "Ilha da Magia": FLORIANÓPOLIS"!
Paramos no Centro de Informação Turística localizada na SC , localizado à direita, antes da ponte Colombo Sales. Com as informações precisas e material de apoio, seguimos até a capital.
Como nunca havíamos feito o centro da cidade, iniciamos por lá. A dificuldade em estacionar foi logo resolvida, pois há, a frente da rodoviária, uma área pública de estacionamento a R$3,00 a hora.
Seguimos a pé até o Mercado Público, que está em reformas. O prédio é composto por duas alas separadas por um vão. A primeira ala foi construída em 1899 e a segunda, em 1931. Em uma de suas colunas está instalado o relógio da Western Telegraph, empresa britânica responsável pela transmissão de telegramas através de cabos submarinos (1911). Almoçamos um gostoso pastel de camarão na feira improvisada que foi instalada ao lado do prédio do Mercado e impressionou-nos a grande quantidade de pedintes na região, tendo sido abordados umas 5 vezes em menos de 15 min, enquanto nos deliciávamos com a iguaria.
Pastel de Camarão no setor histórico de Florianópolis


Relógio da Western Telegraph
Percorremos as principais atrações turísticas que há nos arredores, incluindo o Palácio Rosado, atual Palácio/Museu Cruz e Souza (também em reforma), construído no séc XIX pelo então governo Hercílio Luz. Possui uma escadaria em mármore de Carrara, com pisos de parquet diferentes em cada ambiente, formando mosaicos lindíssimos. Desde 1986 abriga o Museu Cruz e Souza.
Em frente ao museu, está localizada a Praça da Figueira (Pça XV de Novembro), onde há inúmeras figueiras centenárias e um memorial aos soldados caídos durante a Guerra do Paraguai.
Palácio Cruz e Souza
Escadaria em mármore de Carrara
Piso de mosaico e nós com pantufas obrigatórias para não riscar o chão

Praça XV- Praça da Figueira
Em seguida, nos dirigimos até a Catedral Metropolitana (1753/1773), onde está um carrilhão de 5 sinos, o maior conjunto da América do Sul.
Mais adiante, visitamos o Teatro Álvaro de Carvalho, inaugurado em 7 de setembro de 1875 e tinha como nome Santa Isabel. Em 1894 foi utilizado como prisão, durante a repressão aos rebeles federalistas.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é a segunda igreja mais antiga da Ilha de Santa Catarina, tendo sido erguida em 1787 e concluída em 1830. Possui arquitetura barroca e em seu interior há imagens e adornos.
Catedral Metropolitana
                                   
Mosaico indicativo no chão em frente às atrações turísticas de Florianópolis
Interior do Teatro Álvaro de Carvalho
Igreja Nsa. Sra, do Rosário e São Benedito
Reencontramos, em frente a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (também em reforma) -1815 a passeata organizada pela comunidade árabe-palestina, da qual manifestava-se veementemente contra as ações militares na faixa de Gaza. Chamou-nos muito a atenção alguns cartazes exibindo afrontando o Estado de Israel com duras palavras de ordem e mostrando imagens em que se fazia alusão ao nazismo. A manifestação, ao nosso entender, foi despropositada. Após duas horas de muita andança a pé, retornamos ao estacionamento e seguimos em direção ao norte da Ilha, para conhecer a localidade de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui.



Originalmente essa região foi povoada por povos indígenas antigos, e estes coletores produziam muito rejeitos de frutos do mar e ossos, dando origem aos sambaquis que emprestaram seu nome ao local, sendo posteriormente povoadas por açorianos que mantiveram suas tradições, construindo suas casas no estilo açoriano.
Em 11 de janeiro de 1698 foram concedidas as primeiras sesmarias dessas terras ao Pe. Matheus de Leão e algumas outras famílias portuguesas. Aproximadamente 50 anos mais tarde um grande número de açorianos vieram colonizar a região. Em 1750 Dom João V nomeou a localidade como Freguesia, com nome de N. Sra. das Necessidades da Praia Comprida. Apenas em 1948 foi que recebeu seu nome atual: Santo Antônio de Lisboa.
Pracinha em Santo Antônio Lisboa 
Casario colonial
Igreja de Nsa. Sra. das Necessidades
Nesse local visitamos a igreja, o casario antigo do séc XVIII e vislumbramos o pôr-do-sol maravilhoso no mar. Após muitas fotos, seguimos até o final da rua que vai em direção ao Sambaqui, onde encontramos uma Pousada Quintal do Sol, cujo proprietário é Luiz, argentino de Buenos Aires. Como já eram 18h, resolvemos nos hospedar ali, sendo agradavelmente recebidos. Instalados, era hora de "forrar o estômago", pois não havíamos almoçado. Seguimos a pé (aproximadamente 2 km) até o Largo do Sambaqui, onde há muitas opções de restaurantes, mas acabamos optando pelo Restaurante Sambaqui, na esquina da Pousada, onde jantamos uma tainha tropical, acompanhada de frutas da estação, arroz, pirão, batata frita e pedimos uma salada mista completa, pagando um pouco mais de R$ 110,00, com bebida e sobremesa.
Voltamos para "casa" e fomos dormir, sendo acordados por chuva e vento intensos. Provavelmente o nosso passeio de amanhã "gorou"!
Pôr do sol no bairro  Sambaqui