Viagem Família______________________________________

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Morteros a Villa Carlos Paz - Córdoba

29 de dezembro de 2013
Miramar, com Laguna Chiquita
Hoje, finalmente começa nossa viagem!!! Até agora foi muita estrada, muita paisagem e poucas atrações e assim, dois destinos a conhecer: Laguna Chiquita que acessaremos pela cidade de Miramar, situada ao sul da mesma e a Estância (Missão) Jesús Maria, situada a, aproximadamente, 40 km a norte de Córdoba.

Saímos do Hotel Constantino com chuva - que se prolongou durante toda a noite, acompanhado de vento, relâmpagos e trovões, o que acabou sendo bom, pois refrescou a temperatura que ficou em torno de 20°C.
Compramos suco e frios no mercado da esquina, pois as panificadoras estavam fechadas, pois é domingo!
Rodamos uns 90km e chegamos a Miramar, onde fica a Laguna Chiquita.

Área destruída pela última grande inundação (década de 1980)
 Miramar é uma cidade balneária que possui lojas, restaurantes, artesanatos variados, lanchonetes e muitos hotéis... enfim, toda a infra-estrutura básica para atender a crescente quantidade de empreendimentos imobiliários de alto nível que vem se instalando ao redor da laguna. A laguna é famosa por suas águas extremamente salgadas e sulfurosas que possuem propriedades medicinais.

Curtindo uma prainha
Chegamos lá e após passarmos pelo centro de informação turística resolvemos percorrer a costaneira em toda a sua extensão. Lá se encontram diques de contenção das águas e um belo calçadão urbanizado às margens da lagoa, onde muitos praticam caminhada e corrida. O local foi reconstruído depois de uma grande enchente, na década de 1980, quando a maior parte do povoado foi inundado.

Aproveitamos para comprar lembrancinhas e alfajores, além de cervejas artesanais e, ao voltarmos ao carro, fomos abordados pelo José, morador de Morteros, que tinha nos visto em sua cidade. Ele nos contou algumas particularidades da cidade de Miramar e, mais especificamente, a história do famoso Grande Hotel Viena*.
Vista do Grande Hotel Viena

Ruínas do Hotel - a água chegou até a altura do fim da primeira janela
Assim, seguindo as dicas do José, fomos procurar as ruínas do tal hotel, situado a aproximadamente 1 km de onde estávamos. Ao lá chegarmos, a má notícia, pois a visitação guiada havia se encerrado e apenas haveria outro grupo à tarde (às 17h). Ana Lia, a recepcionista, muito gentilmente permitiu nossa entrada, sem pagamento de ingresso ($25 por pessoa) de forma que pudéssemos conhecer e fotografar o local, ainda nos cedeu um guia com a história e peculiaridades da construção e seus idealizadores.
 Depois de 1 hora de muitas fotos e conhecendo as ruínas e aposentos do hotel saímos e nos dirigimos ao centrinho da cidade, onde almoçamos num restaurante beira mar?lago?
Nesse restaurante experimentamos diversos pratos da culinária local e argentina, com preço bom e justo!
Cozinha destruída

Um dos banheiros

Pátio interno


* A história do Grande Hotel Viena se inicia nos idos de 1936, quando a família Palhke vem a Argentina para tratar de negócios e aproveitar para resolver os problemas de saúde de sua família nas águas medicinais de Miramar. A filha sofria de asma e o filho, de psoríase.
O Hotel foi construído entre 1940 e 1943, com muito luxo e requinte, contando com comodidades e tecnologia até então inéditas e desconhecidas de toda a região. Contava com sistema de calefação em todos os quartos, iluminação elétrica durante 24h e elevadores. Conta uma das lendas que ao fim do ano de 1946 o Hotel foi visitado por uma figura ilustre, que fechou todo o estabelecimento para si e seus convidados. Dizem que esta figura ilustre foi Adolf Hitler!
Para mais informações, sugerimos que acessem: facebook/viena miramar.

Área onde ficavam as piscinas do Hotel!


Almoçando no centro de Miramar
A Laguna Chiquita surgiu a aproximadamente a 50 mil anos atrás através de uma falha geológica que elevou suas bordas gerando um dique natural que fechou as saídas dos rios Dulce (ao norte), Primeiro e Segundo (ao sul) que antes desembocavam no Rio Paraná.
A origem de suas águas salgadas se deve a grande concentração de minerais em suspensão da água dos rios supra citados (uma vez que suas águas evaporam), desmistificando a origem de que o lago era anteriormente um mar interno. Sua profundidade média não ultrapassa 1m, porém há locais em que tem uma profundidade de 7m.
Atualmente a Laguna Chiquita é um conhecido ponto turístico que atrai principalmente moradores de Córdoba e outras cidades da região para esportes náuticos, lazer e contemplação. Para maiores informações, acessem: www.promarchiquita.com.ar

Ponte e cruz de Jesús Maria


Seguindo pela Ruta 17 e posteriormente, a Ruta 9, percorremos aproximadamente 170 km até a Estância Jesús Maria, localizada na cidade de mesmo nome (50 km ao norte de Córdoba). Esta Estância é uma Missão Jesuítica do séc XVII, e é diferente das outras missões que já visitamos, pois não objetivava a catequização de ninguém! Sua função era produção de vinho e frutas de forma comercial, sendo que a produção de vinho chegou a  48 mil botellas, no seu auge. Há um museu no local, cujo ingresso é de $15 por pessoa, com muitos detalhes e informações de época. Muito interessante e cultural, com acervo bastante grande e variado, que explica todo o processo de vitivinicultura desenvolvido na estância, bem como objetos e obras de arte variadas de diversas épocas. Detalhe a citar: os padres jesuítas dessa missão mantinham escravos (150, aproximadamente), entre negros e indígenas, para executarem as tarefas necessárias para a estância.
Estância Jesús Maria - séx XVII



Vista frontal da igreja

Um dos locais de moagem de uvas

Lago no jardim da Estância


Daqui, optamos para seguir direto a Villa Carlos Paz, "pulando" a cidade de Córdoba de nosso roteiro original. Encontramos com facilidade hospedagem às margens da rodovia, e optamos pelo hotel Las Lajas. Uma ótima escolha, tanto pela acesso fácil, quanto pelas instalações e com duas belas piscinas, que aproveitamos a vontade!



Jantamos num delivery, com comida muito saborosa a duas quadras do Hotel, degustando massa, frango, salada variada e batata frita, regadas a Quilmes e Fanta Diet! Tudo perfeito num dia perfeito!!!!
Até amanhã!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resistência a Morteros- ARG

28 de dezembro de 2013

Após um Desajuno Continental, saímos de Resistência às 9h pela Ruta 11 em direção a Reconquista. No início da viagem, ainda dentro do perímetro urbano, um susto! Um motoqueiro, com garupa e sem capacete avançou pela direita exatamente na hora em que o taxista dava sinal que iria entrar! Colisão!!!! Só ouvimos o grito da moça e de vidro estilhaçando e os dois se "empacotando" e rolando pela via... Como se levantaram em seguida, achamos que não foi nada sério, além de escoriações e prejuízo material, pois a moto "virou um 8"e o carro teve a lateral amassada e o vidro quebrado!
Depois disso, nada de emoções, apenas horas e muitos quilômetros de altas temperaturas, muitas retas e plantações de girassóis a perder de vista.


Compramos umas milanesas, pão, queijo e salada num mercadinho de beira de estrada e fizemos nosso lanche embaixo de uma frondosa árvore, tentando driblar o calor de quase 40°C!!!
Já na Ruta 98 paramos numa capela dedicada a um personagem folclórico, chamado Gauchito Gil. Há muitas versões para o mito, mas numa coisa todas coincidem: ele invocou, no momento de sua morte, pela cura da doença do filho de seu carrasco e este, quando chegou em casa, teve a graça atendida! Desta maneira, seu corpo teve um enterro adequado e o uso da cor vermelha nos santuários à beira das estradas da Argentina se deve ao Partido Autonomista.



Abastecemos em Ceres, ainda na província de Santa Fé, e combinamos de seguir até onde encontrássemos um hotel para passar a noite. Chegamos à Morteros e tivemos uma grata surpresa, pois a cidade é lindinha, com boa infra-estrutura, 4 hotéis, restaurantes, muitas praças e espaços para a população se entreter.
Praça Parque na cidade de Morteros


Morteros foi fundada em 1891 e possui, aproximadamente, 20 mil habitantes. A cidade teve sua origem ligada ao caminho alternativo ao caminho real por onde vinham as riquezas do Alto Peru e Potosi, isso ainda nos idos do séc XVII.
Obelisco na rotatória da praça central da cidade de Morteros
Praça central da cidade

Hospedamo-nos no Hotel Constantino, que era o único a aceitar cartão e fomos atendidos gentilmente pela Mary. O curioso é que cada quarto recebe um nome diferente de um famoso tangueiro. Assim, há uma série de fotos e imagens de famosos intérpretes de tangos.
Marcos na sala de estar com imagem de Carlos Gardel




Para fechar bem a noite, fomos almojantar num restaurante onde tivemos a companhia de "perros" gigantes e muito simpáticos, que receberam alguns bocados. A situação dos cartões de crédito/débito está resolvida, depois de quase 20 min de negociações pelo telefone! Isso nos traz a tranquilidade que estava faltando!!!

sábado, 28 de dezembro de 2013

De Tenente Portela RS a Resistência ARG

27 de dezembro

Depois de um gostoso café da manhã em nosso "lar" (em Ten. Portela), despedimo-nos do Carlos Alberto e seguimos rumo à divisa, em Porto Soberbo. Às 8h da manhã já fazia 26°C e o dia prometia, pois o céu estava claro e quase sem nuvens!!!


Chegando ao porto de embarque, deparamo-nos com uma fila de aproximadamente uns 20 veículos que aguardavam a travessia que é feita em pequena balsa, onde cabem de 10 a 12 veículos (pequenos) de cada vez! Assim, esperamos quase uma hora e pagamos uma taxa de R$ 28,00 (R$ 13,00 para o carro e R$ 15,00 para os ocupantes) para atravessarmos o rio Uruguai, em pouco mais de 5 min!!!!
Porto Soberbo RS

El Soberbio - Argentina
Descobrimos, para nosso dissabor, que o valor da Carta Verde (seguro obrigatório) no local era de R$ 50,00 para um período de 15 dias, sendo que havíamos pago R$ 188,00 em Itajaí SC. E mais: o câmbio na divisa estava favorável, sendo que com um real comparava-se aproximadamente 4 Pesos Argentinos (R$ 0,26 = $1) enquanto que em Curitiba o valor foi de R$0,44 = $1.
Assim, fica a dica: se puder entrar na Argentina por Porto Soberbo, deixe para trocar seus reais e fazer seu seguro ali mesmo!!
Os trâmites da aduana argentina duraram poucos minutos, apesar do intenso movimento (30 min). O uso do passaporte agiliza muito o processo!
Passagem elevada próxima de Posadas
Rio Paraná
Agora, já em solo argentino nosso destino é Corrientes, passando por Oberá e Posadas e margeando o Rio Paraná a uma temperatura de 39°C, em média. Assim, percorremos 539 km até Corrientes, onde descobrimos que os cartões internacionais Visa/Master... não estão sendo aceitos em nenhum banco apra saques. Nos postos de combutível da YPF também não se aceitam mais cartões, apenas dinheiro vivo. Numa das tentativas de saque no Banco Macro, por acaso apareceu uma funcionária e numa conversa informal descobri que ela necessitava de reais, pois estava indo ao Brasil. Assim sendo, troquei R$ 200,00 para ela e ela sacou $700 de sua conta pessoal.
Ruta 12 - Posadas/Corrientes

Mais adiante, optamos por abastecer apenas alguns litros no YPF e seguimos até o Shell, na entrada de Corrientes, um dos únicos a aceitar o Visa. Aproveitamos assim, para aumentar o valor da operação de abastecimento e conseguimos adquirir mais alguns pesos na transação.
Ruta 16 - Corrientes/Resistência
Para ganhar alguns quilômetros, percorremos mais 20 até Resistência, atravessando a ponte General Belgrano onde havia uma blitz policial em que dois policiais "marotamente" tentaram adquirir um "coquinho de Año Nuevo". Eles acabaram frustrados em seu intento, pois o Marcão enrolou e jogou uma conversa linda, saindo-se bem da situação!


Chegamos à cidade por volta das 19h e fomos à luta, em meio a hora do rush, até encontrar um hotel (que aceitasse Visa/ Master) bom, bonito e barato! Depois de três tentativas, conseguimos o Gran Hotel Royal, www.granhotelroyal.com.ar (0362)4443669, onde o Jonathan fez o quarto quádruplo a $ 515.
Acomodados no quarto 101, amplo, com ar condicionado, TV de tela plana, camas box, e wi-fi, pudemos organizar nossas postagens.

Na busca pelo restaurante para jantarmos, foi outra luta: os restaurantes só aceitam dinheiro... assim, tivemos que optar pelo prato barato e que atendesse a todos: pizza com Coca-Cola geladíssima!!!! Tudo delicioso e a um custo de $ 151 (do outro lado da rua - Q'Rico Sandwicheria Artesanal)
Fazendo essa postagem!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Iniciando nossa aventura 2013/2014: Argentina e Chile

Portal do Bosque Alemão - Curitiba PR
26/DEZ/2013
Curitiba PR a Tenente Portela RS

Saímos de Curitiba por volta das 8h em direção à União da Vitória, via Rodovia do Xisto (BR 476). Pegamos muito movimento de caminhões e seguimos tranquilamente até o entroncamento com a BR 282, em direção a Xanxerê.
São Mateus PR
Por um descuido (eu, Mari, acabei dormindo!) perdemos a entrada para a BR 158 e assim, chegamos a São Miguel d’Oeste, onde abastecemos. Lá o proprietário do posto de combustíveis nos deu a sugestão de seguirmos até Itapiranga, distante 70 km ao Sul, já na divisa com o RS. Atravessamos o Rio Uruguai usando uma balsa (R$ 20,00 para camionetes) e, em poucos minutos, estávamos no RS, a caminho de Vista Gaúcha e Tenente Portela (terra do Salto Yucumã - ver postagens anteriores).
Vista do porto da cidade de Itapiranga SC em direção ao porto de Vista Gaúcha RS

Travessia de barca

Vista da cidade de Itapiranga SC, conhecida como berço da Oktoberfest


Estrada para Tenente Portela

Vista do rio Uruguai

Chegamos ao Salto Grande Turis Hotel - (55)3551-2656, onde já nos hospedamos algumas vezes e, depois de nos ajeitarmos, fomos até o Restaurante dos Amigos, próximo ao centro da cidade, onde nos deliciamos com um prato servido no disco de arado: bifes com queijo sobre espaguete, salada variada e batatas fritas. Simplesmente de-li-ci-o-so!!!

"Nosso lar" em Ten. Portela, atendidos novamente pelo Carlos Alberto 

            Tentamos acessar a internet, porém sem sucesso... assim, a postagem ficou para o dia seguinte, com atraso!