05 de janeiro de 2013
Saindo de Barra do Garças (MT) e seguinte até Goiás (GO)
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| Barra do Garças (MT) - ao fundo, do lado esquerdo o Rio Araguaia e ao lado, mais à direita, o Rio das Garças |
Durante o café da manhã o Luiz conversou com algumas pessoas, entre elas o proprietário do Hotel Boa Viagem e descobriu que havia um mirante na cidade de onde poderíamos ver as três cidades que fazem divisa: Barra do Garças (MT), Aragarças (GO) e Portal do Araguaia (MT).
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| Parque Estadual da Serra Azul |
A primeira notícia que se tem da região é datada do séc. XVII, onde todo esse quadrilátero era habitado por índios xavante e bororos. Durante a Guerra do Paraguai, iniciou-se a navegação do rio Araguaia, de modo a unir as regiões sul a norte, pelo centro. Barra do Garças era conhecida, a essa época, como Barra Cuiabana. O município foi fundado em 1924, sendo emancipado em 1948, tornando-se na época, o maior município do mundo.
O Rio Araguaia é o divisor natural dos estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins, sendo local muito utilizado para a prática de esportes náuticos, praias de descanso e pesca.
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| Encontro dos rios Araguaia ( à esquerda) e das Garças (MT) |
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| Restaurante Barco-Tucunaré na Telha-(066-3401-4545), no Rio Araguaia |
Há na Serra do Roncador locais lindos a serem visitados e outros muito intrigantes: o
Discoporto é local onde supostamente os discos voadores "somem" na serra... São muitas as histórias que envolvem a região e o melhor para conhecê-las é visitar o local. Infelizmente só estávamos de passagem e tivemos um pequeno aperitivo!
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| "Discoporto" |
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| Cachoeira próximo do mirante da cidade |
Saímos de lá em direção à Goiás Velha, já depois do meio dia. Seguindo mais 260 km por estrada razoável, fomos surpreendidos por um acidente horroroso, com vítimas. Pegamos um atalho, paralelo à rodovia e seguimos nosso trajeto, chegando à Goiás às 16h30min. Inicialmente fomos conhecer o Museu/Casa de Cora Coralina (1770), que fechava às 16h45min.
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| Casa da Cora Coralina |
A cidade de Goiás foi tombada e declarada Patrimônio Histórico e Cultural Mundial pela Unesco, em 2001. Seu casario antigo e as ruelas nos fazem entrar num túnel do tempo... Em 1736 foi elevada à Vila Boa de Goyaz. Foi capital do estado de Goiás até meados dos anos 1930, quando a capital foi transferida para Goiânia; no entanto, entre os dias 24 e 27 de julho, todos os anos, de forma simbólica o Poder Executivo do Estado é exercido a partir da cidade de Goiás, como homenagem.
Cora Coralina nasceu em 1889, sob o nome de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, e editou seu primeiro livro aos 75 anos de idade, em 1965. Seu primeiro conto foi escrito quando tinha 14 anos, mas por insistência da mãe, e posteriormente, do marido, deixou de escrever ou tentar publicar qualquer um de seus contos e poesias. Morou 45 anos em São Paulo e quando seu marido morreu, voltou a sua cidade natal, onde era doceira. O nome
Cora Coralina vem de
Cora -
coração, coragem e
Coralina - da
cor vermelha, em homenagem ao Rio Vermelho que passa ao lado de sua casa.
Dentro do Museu não é permitido tirar fotos (e os atendentes são até grosseiros chamando a atenção dos turistas que, como nós, estávamos com as máquinas a postos), mas você poderá obter mais informações específicas sobre o Museu em
www.eravirtual.org.
"Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça." Cora Coralina
Depois de conhecermos um pouco da história dessa fantástica poeta e contista brasileira, fomos procurar os famosos doces goianos... compramos pastelinhos (com recheio de doce de leite), frutas cristalizadas e, no caminho, encontramos a Pousada Ipê (www.pousadadoipego.com.br - pousadadoipego@ibest.com.br) onde acabamos nos hospedando a R$ 154,00 o quarto triplo, com direito a piscina, ar condicionado e frigobar. Como não havia um quarto quádruplo, sugerimos colocar um colchão inflável no quarto triplo. Assim foi feito!
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| Quartos: Sempre Viva e Manacá da Serra |
Mais passeios e encontramos a Madalena na loja Riqueza Artesanal ( 62-3371-2126 ou 62-9269-1676) com seus deliciosos sorvetes com sabores do cerrado. Degustamos gelados de cajá-manga, cupuaçu, buriti, graviola, mangaba, murici, jatobá, ... Maravilhas refrescantes para um fim de tarde quente.
Para o jantar, saímos a procura do tão famoso "empadão goiano"! Fomos à famosa Lanchonete Água na Boca que muitas pessoas nos recomendaram... e estava realmente uma delícia!!! Pena que não havia rodada dupla, portanto, saímos a busca de outro local onde pudéssemos continuar a comilança! Encontramos o Restaurante e Lanchonete Dalí, quase em frente à casa de Cora. Também estava delicioso!!
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| Empadão Goiano |
O empadão goiano é uma empada, grande ou média, de massa foleada, com recheio de franco desfiado, palmito gariroba, queijo, linguiça e molho especial, podendo conter ovo e azeitona. Seu custo é de R$ 6,00 a R$ 10,00, dependendo do tamanho e local e fica especialmente saboroso com o molho de pimenta malagueta goiano.
Passear à noite para fazer a digestão e tirar muitas fotos da cidade não tem preço!!!
"Nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas." Cora Coralina