Viagem Família______________________________________

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sábado, 19 de janeiro de 2013

São João Del Rei (MG)

08 de janeiro de 2013
São João Del Rei (MG)
Marcos em frente à Catedral. Ao fundo, Igreja N. Sra. do Carmo

Depois de um belo café da manhã, resolvemos botar as fofocas em dia e conversamos longamente com nossos amigos, Maurício e Mariana - Tucanos!
Depois do almoço, nós, o casal Mari e Marcos (Garças), fomos rever o centro histórico da cidade, para comparar às outras vezes em que estivemos em São João.
Há muitas edificações sendo restauradas, porém, de maneira geral, percebe-se que em São João não há aquele interesse ou enfoque turístico, apesar dos preços bem salgados: o custo de vida na cidade é bastante alto!
Igreja do Carmo (1732)
Arraial Novo do Rio das Mortes (fundado em 1704), foi fundada por taubateanos liderados por Tomé Portes del Rei depois chamado de São João del Rei, foi fundada como entreposto entre Paraty- Rio de Janeiro e o interior do estado de Minas Gerais. É a cidade natal de Tiradentes - Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira, bem como do presidente eleito Tancredo Neves, do cardeal Dom Lucas Moreira Neves e da "Nhá Chica" (em via de ser canonizada pelo Vaticano), entre outros.
Atualmente é conhecida por ser um importante centro universitário e tem, aproximadamente, 90 mil habitantes.
O nome São João Del Rei é uma clara homenagem ao rei D. João V e que passou a ser Vila em 1713 e só passou a categoria de Cidade em 1838.
Ophicina Rewter - arte em estanhos, sendo atendida pelo Célio
www.opestanhos.com.br
A catedral de Nossa Senhora do Pilar é de 1721 e é a única da cidade com altares com talhas douradas, sendo a terceira igreja mais rica do Brasil em ouro e pedras preciosas (as outras estão em Ouro Preto (N. Sra do Pilar, também) e em Salvador, na Bahia).
Catedral de Nossa Senhora do Pilar (1721)
Altar mor da Igreja do Pilar
Durante a visita à Igreja do Pilar tivemos a orientação do Edir. Muito atencioso, ele nos explicou pacientemente sobre os símbolos escondidos e seus significados em cada imagem, detalhe, entalhe.  Passamos quase duas horas conversando com ele e descobrindo as histórias de São João, da Igreja e suas particularidades. Por fim, ele gentilmente nos acompanhou até a sacristia (área não permitida para visitantes) e ainda ligou as luzes (pois com a chuva o dia passou a ser mais escuro) para que tirássemos as fotos de modo a valorizar a beleza e riqueza do local. Diferentemente das igrejas de Ouro Preto ou no Museu Cora Coralina, aqui pode-se tirar fotos das obras e monumentos.
Teto da sacristia, com os 4 evangelistas em destaque
Vista da nave da igreja
Vista de fundos da igreja
Na igreja N. Sra do Carmo (1732) há uma imagem inacabada de Cristo, cujo autor é desconhecido  e a Igreja do Rosário (1719) é a mais antiga da cidade, tendo sido construída por escravos. As torres atuais foram construídas em 1936. A Igreja das Mercês é de 1853 e tem estilo e interior mais simples.
Igreja do Rosário. À direita, Solar dos Neves e mais à frente, Solar  da família Lustosa.
Igreja das Mercês (1853)
Interior da Igreja das Mercês

Ao lado da Igreja de São Francisco de Assis (1774) há um cemitério onde foi enterrado o presidente eleito Tancredo Neves.
Igreja São Francisco de Assis, de dia e com chuva!
O Memorial Tancredo Neves (www.memorialtancredoneves.com.br/visita_virtual/tancredo_pt), inaugurado em 1990, contém fotos e documentos sobre a vida e trajetória política desse importante brasileiro.



O Memorial é bem didático e possui um acervo interessante. Com fundo musical envolvente e emocionante (Coração de Estudante, com Milton Nascimento) você percorre salas em que relembra o fim da ditadura militar e o Movimento das Diretas Já! Como chegamos perto do horário de fechar (17h30min), fizemos uma visita relâmpago, mas percebemos uma certa tendência a imortalizar Tancredo como um herói nacional. Cabe a cada visitante tirar as suas conclusões! Como somos céticos, achamos um pouco apelativo!


Conversando com Tancredo

Com toda a chuva que caía, só nos restou voltar para casa e lanchar um cachorro quente com refri, suco, cerveja, etc e tal, além dos docinhos de Goiás e outros quitutes!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Araxá a São João Del Rei (MG)

07 de janeiro de 2013
Araxá a São João Del Rei (MG)
Coreto, no centro de São João Del Rei
Depois de tomar café, procuramos uma loja de ferragens em geral para comprar umas porcas e parafusos, pois o escape do Garça, já em Goiás, depois de tantos buracos, perdeu um dos parafusos de fixação! Tudo recolocado, seguimos até São João Del Rei, pela BR 262, depois, BR 354 e, por fim, BR 265!
Seguimos até o centro histórico e estacionamos, fazendo umas comprinhas, tirando umas fotos e ligando pros nossos amigos, Maurício e Mariana, para pegarmos o endereço deles, pois iríamos pernoitar com eles!


Endereço localizado pelo GPS (esse tal Garmin é um "trem bão demais") seguimos as orientações e conhecemos a Aninha, uma fofa de 1 ano e 3 meses, filha do casal Tucano.
Jantar na Churrascaria e Restaurante Ramon, quase em frente ao Museu Regional
Bate papo vai e vem, nos amocamos e saímos pra jantar, em plena segunda-feira! Na segunda tentativa, encontramos a Churrascaria e Restaurante Ramon Ltda (Pça. Severiano de Resende, 52 - Largo Tamandaré), onde fomos atendidos pelos Sérgio e Marcelo. O jantar estava gostoso, mas a companhia estava deliciosa!!!
Casario Antigo, no centro da cidade - Museu Regional à direita

Maurício, Mari e Doug em frente à Igreja São Francisco de Assis

Igreja de São Francisco de Assis (1774) - Portada esculpida em pedra sabão, por Aleijadinho
Voltamos pra casa e, pela primeira vez nessa viagem, não tínhamos hora para acordar!!! Delícia!

Goiás (GO) a Araxá (MG)

06 de janeiro de 2013
Goiás (GO) a Araxá (MG)
Rua  Moretti Foggia  - centro da cidade de Goiás
Tomamos nosso último café da manhã juntos à beira da piscina, já com saudades de todos os dias vividos e curtidos juntos. Hoje Viagem Família se separa e os Garças seguem para MG enquanto os Abutres seguem para SP.


Ninguém está com muita pressa e ainda fomos curtir o centro histórico da cidade de Goiás Velho, tirar mais algumas fotos, agora de dia e comprar mais algumas lembrancinhas!!! Na saída da cidade, já na BR 070, compramos alguns empadões goianos para degustarmos no almoço e Luiz e Edu ainda compraram alguns para o jantar com os primos de Sertãozinho (SP).
Mural representando a Procissão do Fogaréu, que acontece durante a Semana Santa

Luiz com sua caneca e os quadros feitos com areias coloridas: arte típica de Goiás.


Compras feitas: empadões goianos e doces típicos!
Seguimos juntos por alguns quilômetros (pela BR 153) até a região de Rancho Alegre, encontramos uma bela sombra e paramos para almoçar nossos empadões, junto com os pastelinhos de sobremesa! HUM!!! Estava uma delícia...


Ao passarmos pela barragem sobre o Rio Paranaíba observamos que, mesmo com as chuvas recentes, o volume de água está bastante baixo o que compromete o abastecimento e fornecimento de energia para a região!
Rio Paranaíba: divisa entre GO e MG
Chegamos a Araxá exatamente no mesmo horário que os Abutres chegaram à Sertãozinho: aí pelas 18h30min! A cidade, como é turística, possui muitos hotéis, porém os preços não são convidativos! Passamos por muitos e finalmente optamos pelo Hotel Araxá Palace (palacehotel.araxa@hotmail.com) onde havia ar condicionado e frigobar a R$ 190,00 para os quatro.
Atravessamos a rua e jantamos no Bar do Vicente: cupim com acompanhamentos (tutu à mineira, arroz e aipim), filé com fritas e salada mista, cerveja gelada e refris! Atendimento 10, comida 10!
Antes de dormir, ainda tivemos que trocar de quarto, pois no nº 05 o ar não estava funcionando! Tudo bem... 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Barra do Garças (MT) a Goiás (GO)

05 de janeiro de 2013
Saindo de Barra do Garças (MT) e seguinte até Goiás (GO)
Barra do Garças (MT) - ao fundo, do lado esquerdo o Rio Araguaia e ao lado, mais à direita, o Rio das Garças
Durante o café da manhã o Luiz conversou com algumas pessoas, entre elas o proprietário do Hotel Boa Viagem e descobriu que havia um mirante na cidade de onde poderíamos ver as três cidades que fazem divisa: Barra do Garças (MT), Aragarças (GO) e Portal do Araguaia (MT).
Parque Estadual da Serra Azul
A primeira notícia que se tem da região é datada do séc. XVII, onde todo esse quadrilátero era habitado por índios xavante e bororos. Durante a Guerra do Paraguai, iniciou-se a navegação do rio Araguaia, de modo a unir as regiões sul a norte, pelo centro. Barra do Garças era conhecida, a essa época, como Barra Cuiabana. O município foi fundado em 1924, sendo emancipado em 1948, tornando-se na época, o maior município do mundo.
O Rio Araguaia é o divisor natural dos estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins, sendo local muito utilizado para a prática de esportes náuticos, praias de descanso e pesca.
Encontro dos rios Araguaia ( à esquerda) e das Garças (MT)
Restaurante Barco-Tucunaré na Telha-(066-3401-4545), no Rio Araguaia
Há na Serra do Roncador locais lindos a serem visitados e outros muito intrigantes: o Discoporto é local onde supostamente os discos voadores "somem" na serra... São muitas as histórias que envolvem a região e o melhor para conhecê-las é visitar o local. Infelizmente só estávamos de passagem e tivemos um pequeno aperitivo!
"Discoporto"

Cachoeira próximo do mirante da cidade
Saímos de lá em direção à Goiás Velha, já depois do meio dia. Seguindo mais 260 km por estrada razoável,  fomos surpreendidos por um acidente horroroso, com vítimas. Pegamos um atalho, paralelo à rodovia e seguimos nosso trajeto, chegando à Goiás às 16h30min. Inicialmente fomos conhecer o Museu/Casa de Cora Coralina (1770), que fechava às 16h45min.


Casa da Cora Coralina

A cidade de Goiás foi tombada e declarada Patrimônio Histórico e Cultural Mundial pela Unesco, em 2001.  Seu casario antigo e as ruelas nos fazem entrar num túnel do tempo... Em 1736 foi elevada à Vila Boa de Goyaz. Foi capital do estado de Goiás até meados dos anos 1930, quando a capital foi transferida para Goiânia; no entanto, entre os dias 24 e 27 de julho, todos os anos, de forma simbólica o Poder Executivo do Estado é exercido a partir da cidade de Goiás, como homenagem.

Cora Coralina nasceu em 1889, sob o nome de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, e editou seu primeiro livro aos 75 anos de idade, em 1965. Seu primeiro conto foi escrito quando tinha 14 anos, mas por insistência da mãe, e posteriormente, do marido, deixou de escrever ou tentar publicar qualquer um de seus contos e poesias. Morou 45 anos em São Paulo e quando seu marido morreu, voltou a sua cidade natal, onde era doceira. O nome Cora Coralina vem de Cora - coração, coragem e Coralina - da cor vermelha, em homenagem ao Rio Vermelho que passa ao lado de sua casa.
Dentro do Museu não é permitido tirar fotos (e os atendentes são até grosseiros chamando a atenção dos turistas que, como nós, estávamos com as máquinas a postos), mas você poderá obter mais informações específicas sobre o Museu em www.eravirtual.org.
"Recria tua vida, sempre, sempre. 
 Remove pedras e planta roseiras e faz doces.   
 Recomeça." Cora Coralina


Depois de conhecermos um pouco da história dessa fantástica poeta e contista brasileira, fomos procurar os famosos doces goianos... compramos pastelinhos (com recheio de doce de leite), frutas cristalizadas e, no caminho, encontramos a Pousada Ipê (www.pousadadoipego.com.br - pousadadoipego@ibest.com.br)  onde acabamos nos hospedando a R$ 154,00 o quarto triplo, com direito a piscina, ar condicionado e frigobar. Como não havia um quarto quádruplo, sugerimos colocar um colchão inflável no quarto triplo. Assim foi feito!


Quartos: Sempre Viva e Manacá da Serra
Mais passeios e encontramos a Madalena na loja Riqueza Artesanal ( 62-3371-2126 ou 62-9269-1676) com seus deliciosos sorvetes com sabores do cerrado. Degustamos gelados de cajá-manga, cupuaçu, buriti, graviola, mangaba, murici, jatobá, ... Maravilhas refrescantes para um fim de tarde quente.


Para o jantar, saímos a procura do tão famoso "empadão goiano"! Fomos à famosa Lanchonete Água na Boca que muitas pessoas nos recomendaram... e estava realmente uma delícia!!! Pena que não havia rodada dupla, portanto, saímos a busca de outro local onde pudéssemos continuar a comilança! Encontramos o Restaurante e Lanchonete Dalí, quase em frente à casa de Cora. Também estava delicioso!!



Empadão Goiano
O empadão goiano é uma empada, grande ou média, de massa foleada, com recheio de franco desfiado, palmito gariroba, queijo, linguiça e molho especial, podendo conter ovo e azeitona. Seu custo é de R$ 6,00 a R$ 10,00, dependendo do tamanho e local e fica especialmente saboroso com o molho de pimenta malagueta goiano.
Passear à noite para fazer a digestão e tirar muitas fotos da cidade não tem preço!!!



"Nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas." Cora Coralina 


sábado, 12 de janeiro de 2013

Chapada dos Guimarães a Barra do Garças (MT)


04 de janeiro de 2013
Chapada dos Guimarães a Barra do Garças (MT)

            Acordamos cedo e fizemos ainda, um último passeio pela Chapada. A Nelma, nossa guia de ontem, nos deu a dica para irmos até a Casa do Mel, onde começa a Trilha do Mel, também conhecida como Trilha dos Dinossauros e tentarmos entrar pelo menos num pedaço da mesma, de modo a andar pelos paredões.

Lá chegando, conversamos com a Judite que prontamente nos explicou onde pegar a trilha e nos orientou que a caminhada inteira é de, aproximadamente, 3 horas, ida e volta, tempo do qual não dispúnhamos. Assim, os casais, sem filhos, seguimos pela trilha rapidamente, subindo e observando a vegetação de cerrado e centenas de pés de pequi. Chegando no alto, depois de uns 20min de caminhada, já subimos em alguns rochedos e tivemos vistas lindas. Andamos por mais algum tempo, até que completamos 1 hora de caminhada. Muitas fotos tiradas, retornamos rapidamente, sem paradas, totalizando 2 horas de passeio relâmpago. Mas valeu a pena! A região é linda! Pena não termos tido de fazê-lo completo! Assim, esse também ficará pra próxima !

Pequizeiro no meio do caminho

Igreja de N. Sra. de Santana do Sacramento (1779) - estilo barroco português
Praça Dom Wunibaldo Talleur - Chapada dos Guimarães (MT)


Curiosidades: 
- O município de Chapada dos Guimarães já foi o maior município do mundo, pois englobava Alta Floresta, Colíder, Sinop, Nova Brasilândia, entre outros. Foi fundado em 1751, sob a denominação de Sant'Ana  da Chapada, nome de uma antiga missão jesuítica. Mais tarde, passou a chamar-se de Chapada de Cuiabá e, posteriormente, Sant'Ana da Chapada de Guimarães.  Possui uma população de, aproximadamente, 19 mil habitantes e está a mais de 800 m de altitude, sendo o segundo município mais alto do Mato Grosso. 
- O nome da cidade, segundo nossa guia Camila, se deve ao fato de os portugueses terem homenageado a cidade de Guimarães (em Portugal), pois na época o Tratado de Tordesilhas passava bem próximo e havia a possibilidade de os espanhóis tomarem conta da região.
- Há 500 milhões de anos, a região era fundo de oceano. Há 50 anos, durante escavações, encontrou-se fósseis de dinossauro (espécie Pycnonemosaurus nevesi) apelidado de "Grande Caçador". Possuía aproximadamente 7 a 8 metros de comprimento, 3 metros de altura e 2 toneladas de massa. Era carnívoro e viveu na região no período Cretáceo, há aproximadamente, 80 milhões de anos atrás.
- O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989, para proteger esse importante bioma brasileiro: o cerrado e a bacia hidrográfica do Rio Cuiabá, importante fonte de vida do pantanal e localiza-se na área dos municípios de Cuiabá e na cidade de Chapada dos Guimarães.

Centro da cidade
Como já está perto do meio-dia, precisamos nos apressar, pois ainda temos 420 km pela frente, até Barra do Garças, ainda no Mato Grosso. No caminho, paramos pra experimentar pão de queijo frito! Muito gostoso, se parece com a chipa – espécie de pão de polvilho com queijo típico do Paraguai!



Chegamos à cidade ali pelas 19h30min, já procurando hotel. Na beira da estrada havia o Hotel Boa Viagem (hotelboaviagem_bg@hotmail.com) cujo pernoite para quatro ficou a R$ 150,00 e o triplo a R$ 130,00. Fechamos e seguimos para o Buteco do Bicudo, no centro da cidade, onde jantamos pintado ensopado, pintado a belle munière, iscas de jacaré como entrada (petisco) e ventrecha de pacu. Tudo estava uma delícia e o Suerlan nos atendeu com bom humor, rapidez e precisão.

Amanhã, seguimos até a cidade de Goiás, também chamada de Goiás Velha, já no estado de Goiás e com uma hora a mais – fuso horário de Brasília.